Cafeteira
No segundo grau, fiz praticamente ele em turno integral. Tinhamos aula de manhã e de tarde na maioria dos dias da semana. Os dias se tornavam cansativos conforme o ano transcorria. Sempre procurávamos fazer algo mais para termos aquele conforto de casa. Em uma bela (provavelmente molhada e gelada) tarde de inverno, tivemos a idéia: Porque não fazer café?
Em casa, eu tinha uma cafeteira que não estava sendo utilizada. Pedi a permissão, botei ela na mochila e levei para a aula. Cada um contribuia com alguma coisa, um levava os filtros, outro açúcar, outra café. De manhã, sempre chegava cedo, limpava a área e começava a produção do nosso café. Quando os meus colegas chegavam, o café estava prontinho. Era só servir e tomar.
Com o passar do tempo (e o inverno começando a fazer o frio ser sentido da forma mais impiedosa) a cafeteira era mais louvada e utilizada.
Com o espírito revolucionário presente, em uma votação, no processo democrático, resolvemos eleger como representate de classe, ela, a nossa querida cafeteira, que nunca havia nos deixado na mão. Certa vez, lembro da diretora da escola entrar na sala de aula e a cafeteira começando a se manifestar, avisando que o café estava pronta. O Cauê levou uma gravata borboleta para ela ficar mais "importante". Sempre prevíamos um lançamento dela para a vida política.
Quase 10 anos após, ela aparece novamente.
Brincadeiras e coincidências à parte, Cafeteira é Epitácio Cafeteira, senador pelo Maranhão, relator(pós-post: ex-relator, pediu licensa) do processo na Comissão de Ética do Senado contra o presidente do Senado Renan Calheiros. Além disto, sempre é bom relembrar de histórias como essa.

1 Comentários:
Hhuauhauhauha eu lembro!!! E o Underberg que a gente colocava no café???? Abraço!
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