domingo, 6 de janeiro de 2008

Aaahhhh. A Burocracia - A Parte Final

Como prometido, fui atrás do resto do meu auxílio-doença.

Dessa vez, procurei uma outra agência da CEF. Optei por uma teoricamente mais tranquila.
Depois de esvaziar a mochila inteira pra provar que eu não carregava nenhuma arma (será que eles sabiam??), peguei a senha número 85, que marcava como horário de entrada 12:52. A estagiária ainda me disse o valor que eu teria que receber e pediu se eu realmente gostaria de receber este valor.

Fui até as cadeiras para esperar o atendimento. Só 2 caixas atendendo. Vários idosos e gestantes. Uma cena me surpeendeu. Uma mulher, com o seu filho recém nascido, chegou para ser atendida. Claro, ela pegou uma das senhas preferênciais. Ela nem sentou e já foi chamada a senha dela. Só que, um senhor, muito esperto, na hora, levantou e foi correndo até o caixa. E a mulher, ali de pé, com o filho nos braços, olhando pra cena. E o cara ali sendo atendido, e a mulher de pé olhando pra ele e ele nem ai pro que a mulher pensava. Uns 5 minutos depois, quando o outro caixa ficou vazio, ela foi no caixa e contou o acontecido. O caixa balançou a cabeça.

Pois bem.. passados 25 minutos a senha 85 é chamada. Levantei correndo (vai que alguém queira tomar o meu lugar). Entreguei o meu cartão e solicitei que eu gostaria de sacar todo o valor restante do meu auxílio. O caixa fez a mesma expressão que a estagiária que me atendeu enquanto confirmava o valor que eu iria receber. Depois de todos os tramites, recebi o meu dinheiro.

A lei municipal indica que os bancos tem que atender os clientes em 15 minutos em dias normais, 30 em dias de pagamento e dias que antecedem ou sucedem feriados. Como não era dia de pagamento e nem próximo a feriados e o tempo na agência havia extrapolado em 2/3 o tempo permitido, pedi para o caixa um papel solicitando o horário confirmando o meu atendimento. Depois de uma cara de espanto e da repetição do pedido, o caixa disse que era para mim passar com a gerente que ela providenciaria o comprovante. Haviam 6 pessoas esperando para falar com a gerente. Eram 13:22.

Depois de vários pedidos da minha irmã de "Pelo Amor de Deus, não me faz passar vergonha" e do horário do meu médico chegando, fui embora. Vergonha sinto eu de presenciar barbaridades como a do senhor que foi atendido no vez da grávida. De ver um banco que certamente possui um lucro anual muito bom dedicar somente 2 caixas pra atender o público e descumpre, sem nenhuma vergonha, uma lei. E parece não se importar. Precisamos de mais gente que tenha uma iniciativa assim, mas que vá até as últimas consequências. Ai sim, o banco vai parar de tratar o povo como se estivesse fazendo um favor.

Ah.. recebi R$ 2,67.

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