quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Aaahhhh. A Burocracia

Preciso compartilhar com vocês o que ocorreu comigo hoje.

Nas vezes em que fui sacar o meu auxílio-doença, não recebi o valor total do benefício que foi concedido. Na primeira vez, em outubro, o caixa deixou alguns trocados para mim sacar outra vez. Na segunda vez, isso em novembro, eu não poderia sacar em uma lotérica, pois o valor do meu benefício é maior do que o limite permitido para sacar. Dirigi-me, então, à uma agência da Caixa Econômica. Como eu já havia voltado ao trabalho na época, não dispunha de todo o tempo do mundo para entrar na fila da Caixa Econômica no início de um mês e fui obrigado a ir no caixa eletrônico. Como o caixa eletrônico não fornece moedas, também ficou um valor para mim sacar em outra oportunidade. Existe um limite para saques mensais de benefícios do INSS. Você só pode sacar 1 vez por mês. Caso não tenha sacado todo o valor (como no meu caso), só no mês seguinte.

Devido ao fim do semestre na faculdade e algumas outras questões, fui sacar o residual do meu benefício ontém, em uma pacata agência lotérica. Ao ser atendido no caixa e fornecer o meu cartão a atendente me informa que valores residuais só podem ser sacados em agências da Caixa.

Tudo bem, como essa semana eu não estou almoçando em casa e tenho um tempo ocioso antes de voltar ao trabalho, após o almoço, tomei o rumo de uma agência da Caixa.

Ao entrar na agência, o retrato do terror. Agência lotada. Encaminho-me para a atendente na entrada da Caixa que, aparentemente perdida, depois de muito pensar, me indica o local onde eu deveria me encaminhar.

Chego na moça e digo que preciso sacar o meu auxílo-doença. Ela me entrega a senha número 424 e diz para mim sentar nas cadeiras e aguardar. Pergunto pra ela qual a última senha que foi chamada. Ela me informa que fora a 378.

Ri. Sabia que não seria atendido. Dirigi-me as cadeiras e sentei. Aguardei uns 15 minutos, acredito e fiquei contemplando o ambiente. Além das pessoas nas cadeiras sentadas, algumas pessoas de pé. Identifiquei que uma fila havia sido formada. Perguntei para mim mesmo o que seria aquela fila, quando um caixa grita "Próximo" e a pessoa que estava na ponta da fila se encaminha para o caixa para o atendimento.

Após algums minutos, a atendente que me forneceu a senha estava chamando todas as pessoas que tinham até a senha 380 (estranho, a última senha atendida anteriormente não fora a 378???) para participarem da tal da fila. Ou seja, as pessoas que esperavam pacientemente nas cadeiras, além de esperarem algum tempo, certamente superior ao tempo estipulado pela lei de 30 minutos, ainda teriam que esperar algum tempo de pé em uma nova fila para serem atendidos.

Fiquei uns 15 minutos esperando dentro da agência, pois, como eu tinha certeza de que não seria atendido, voltei ao trabalho. Fiquei indignado com a falta de respeito demonstrada. Poxa, por recomendação do meu médico, eu procuro caminhar o minimo possível e também me manter o menor tempo possível de pé, para evitar desgaste desnecessário. Eu ainda teria que passar algum tempo de pé na tal da filinha. Sei que o valor que eu tenho para receber é irrisório, porém, é um valor que foi concedido para mim de forma lícita e dentro do que estabelece a lei, mas, existem outras pessoas que estão ali em situação pior e mais delicada do que a minha e realmente necessitam estar ali

Amanhã, que eu tenho um tempo maior disponível por ter médico, eu vou novamente até a agência da Caixa, porém, desta vez vou fazer conforme manda a lei. Vou solicitar um papel comprovando o meu horário de chegada na agência e outro papel comprovando o horário de atendimento. Além disto, pretendo ir munido de máquina fotográfica para registrar todos os adoráveis momentos dispendidos dentro da agência bancária, para depois compartilhar com vocês.

Abraços e desejem-me sorte.

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